quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quando o sofrimento do aborto se torna avassalador demais, inclusive para o médico

De médico abortista a líder pró-vida


O Dr. Anthony Levatino foi um dos milhares de manifestantes que participaram da Marcha pela Vida, realizada este mês na capital norte-americana. A marcha é um evento anual que os defensores do direito à vida organizam na mesma data em que os Estados Unidos aprovaram a sua lei do aborto, há mais de quarenta anos. É um protesto e um convite à reflexão sobre a vida dos ainda não nascidos.Quando olhava para trás, em meio à multidão e sob a luz brilhante do sol, o doutor Levatino sentia a solidariedade ao seu redor. "Eles não julgavam ninguém", comenta ele, cuja vida sofreu uma guinada de 180 graus: ele já foi médico abortista; hoje, é ginecologista pró-vida.Levatino se diz em paz com a transformação que viveu. De pé sobre um palanque improvisado após a Marcha pela Vida, ele se sentia à vontade com os seus colegas pró-vida, especialmente com aqueles que, antigamente, também defendiam o “direito de escolha”, metáfora politicamente correta usada nos Estados Unidos para expressar o suposto direito feminino de eliminar um ser humano em sua fase inicial de desenvolvimento. Uma mulher se apresentou à multidão e falou do "tormento aprisionador" que viveu depois de submeter-se a três abortos. Levatino, solidário, lhe disse: "Bom testemunho, Tammy". Outra mulher, que também tinha abortado, contou a sua história comovente e encerrou o depoimento puxando um pai-nosso. Levatino fechou os olhos e rezou junto com toda a multidão. E toda vez que os outros oradores se dirigiam ao público, o médico estendia um cartaz em que declarava: "Eu me arrependo de ter realizado abortos".Levatino já tinha participado da Marcha pela Vida em edições anteriores, mas ainda não tinha subido ao palanque para falar à multidão. "Esta experiência é bem diferente para mim. É uma experiência de cura pessoal", declarou ele, minutos depois de descer do palanque. Lá em cima, ele tinha se lembrado de seu passado e, talvez, tenha pensado em seu futuro. Trinta ou quarenta metros à frente dele havia manifestantes segurando um grande cartaz com a imagem do falecido médico Bernard Nathanson.Do final da década de 1960 até o final dos anos 1970, o Dr. Nathanson realizou ou supervisionou mais de 75.000 abortos. Ele próprio relatou que a sua mente e o seu coração mudaram depois de ver, via fetoscopia e ultrassom, as imagens de uma criança ainda não nascida. No final dos anos 70, Bernard Nathanson escreveu o best-seller “Aborting America”, sobre a sua tardia transformação de mente e coração. No começo dos anos 80, ele narrou o documentário "The Silent Scream" [“O grito silencioso”], um filme anti-aborto de 28 minutos, controverso e seminal, lançado em 1985.Embora menos dramática, a história de Levatino é semelhante à de Bernard Nathanson. Levatino calcula que, entre 1981 e 1985, fez cerca de 1.200 abortos. Mas a sua atitude perante a vida foi mudando. Ele e a esposa não conseguiram gerar nenhum filho biológico. Além disso, a sua filha adotiva, Heather, morreu num acidente de carro em 1985. Hoje trabalhando como ginecologista no Estado do Novo México, Levatino é um ativo membro do movimento de defesa da vida. Ele participou de um filme pró-vida lançado em 2011, “The Gift of Life” [“O dom da vida”], e faz parte do conselho médico de assessores dos Priests for Life [Sacerdotes pela Vida], cujos líderes o convidaram a falar das suas campanhas “Silent No More” [“Não ficaremos mais em silêncio”] e “Shockwaves” [“Inquietações”], na Marcha pela Vida deste ano. Nathanson e Levatino não são os únicos médicos que pararam de fazer abortos. Em 2008, os assim chamados “provedores de aborto” nos Estados Unidos já eram cerca de 40% a menos que em 1982, ano em que o número de médicos que realizavam tal procedimento tinha chegado ao pico. Os dados são do Instituto Guttmacher, organização de pesquisa que apoia o aborto (recordando que, no Estado da Califórnia, enfermeiros também podem realizar abortos).Alguns progressistas e defensores do direito ao aborto atribuem a “culpa” por este declínio ao “assédio” dos ativistas pró-vida. Mas, inclusive para alguns profissionais que já foram “provedores de aborto”, a razão para parar foi a brutalidade e a destrutividade do próprio aborto, em especial depois das primeiras 11 semanas de gravidez.Em 2012, Levatino testemunhou perante o Congresso dos Estados Unidos que o aborto de uma criança de 24 semanas de gestação é doloroso não só para a criança, mas também para o médico. "Se vocês acham que não machuca; se vocês acreditam que não é uma agonia para essa criança, por favor, pensem de novo", declarou Levatino ao se manifestar a favor do projeto de lei de “proteção das crianças ainda não-nascidas já capazes de sentir dor”.Blogueiros apoiadores do direito ao aborto se enfureceram com o discurso de Levatino. “Isso é extremamente ofensivo para quem já fez um aborto, especialmente quando a gravidez já estava mais avançada”, escreveu Alesa Mackool para o site RH Reality Check, que promove os chamados “direitos reprodutivos”. Ela complementou: “Os ativistas anti-direito de escolha, como Levatino, fazem mais sucesso quando tentam nos encolher do que quando pensam racionalmente”.No entanto, alguns líderes do movimento em defesa do direito ao aborto já fizeram comentários semelhantes aos de Levatino.Em artigo de 2008 na “Washington Post Magazine”, uma ex-diretora médica da rede de clínicas de aborto Planned Parenthood lançou um alerta aos estudantes de medicina da Universidade Johns Hopkins: eles deveriam se preparar para momentos emocional e moralmente difíceis quando se tornassem “provedores de aborto”. Beth Meyers perguntava: "Qual é o seu limite de tolerância a defeitos de nascença? Você faria um aborto na 28ª semana se o bebê tivesse pés tortos? E hemofilia? (...) Como você vai se sentir se uma paciente admitir que já fez piquete diante da clínica? E quanto à mulher que vai para o terceiro aborto e não quer ouvir falar de controle da natalidade? Como você vai se sentir diante disso?".Meyers chamou a atenção dos alunos para o fato de que certas circunstâncias do aborto, como defeitos congênitos, podem representar um dilema moral, mas outros profissionais do aborto enfatizam que realizar o procedimento após o primeiro trimestre da gestação é difícil. Num artigo de 2008 na “Reproductive Health Matters”, a professora Lisa H. Harris, do departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Estudos Femininos da Universidade de Michigan, relatou que ela própria estava em sua 18ª semana de gravidez quando “interrompeu a gestação” de uma paciente que também estava na 18ª semana: 
Harris não declarou se parou de fazer abortos, mas Lesley Wojick, a estudante de medicina retratada na “Washington Post Magazine”, mudou de ideia e decidiu que não “interromperia” nenhuma gravidez.
Para alguns ativistas pró-vida, é de grande ajuda o fato de que médicos que já fizeram abortos contem as suas histórias e o porquê de terem decidido parar. O padre Frank Pavone, líder da organização Priests for Life [Sacerdotes pela Vida], anunciou durante a exposição e conferência preparatória da Marcha pela Vida que Levatino daria o seu depoimento na edição deste ano. Quando Levatino falou, no dia da marcha, o padre estava lá, na primeira fila.
Após descer do palanque, no entanto, Levatino não ecoou os pontos de discussão de Pavone. Ele disse que conversou com uma policial negra durante a marcha, depois que ela lhe perguntou por que as pessoas estavam se manifestando. “Eu respondi a ela: ‘Você sabia que algumas pessoas são tratadas como propriedade, do jeito que os negros foram tratados no tempo da escravidão?’. Ela não tinha ideia disso. ‘Você sabe que pode fazer um aborto no momento em que bem quiser?’. Ela não tinha ideia. As pessoas não percebem isso como um direito”.

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/de-medico-abortista-a-lider-pro-vida-5894723889790976?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Aborto pode ser totalmente legalizado no Brasil na próxima semana

O que fazer quando parece que o mal 

prevalece sobre o bem?


O Aborto pode ser totalmente legalizado 

no Brasil na próxima semana

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O relatório do Novo Código Penal é um texto imenso, “amazônico”, no dizer dos parlamentares, e foi apresentado por seu relator, o Sen. Vital do Rego, na última quarta-feira, 10.12.2014, dando aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado apenas 2 (dois) dias para apresentarem emendas.
É evidente que os senadores não terão tempo para ler as centenas de páginas nestes dois dias, e o relatório será aprovado sem a plena discussão das matérias mais graves.
Entre as muitas barbaridades apresentadas, o relator alterou o art. 217, para o seguinte texto:
“não há crime de aborto praticado por médico se houver risco à vida ou à saúde da gestante”.
O texto legaliza o aborto no Brasil com uma redação ainda mais abrangente do que aquela que legalizou o aborto na Inglaterra.
Além disso, o mesmo altera importantíssimas disposições penais em nosso código:
• Suprime a criminalização da venda de drogas abortivas,
• Retira a menção à proibição da pena de morte aplicada pelos indígenas,
• Remove a pena de homicídio culposo entre parentes (art. 121),
• Descriminaliza o terrorismo movido por propósitos sociais (art. 245 § 2),
• Revoga a proibição da fabricação e uso de minas terrestres (art; 541),
• Revoga as penas para quem impede por ameaça ou violência uma CPI (art. 541),
• Eliminam os artigos que criminalizavam a prática e divulgação de atos obscenos em público e
• Introduz a ideologia de gênero pela inserção do crime de “transgenerização forçada”, além de muitas coisas conhecidas e desconhecidas.
O QUE PRECISAMOS FAZER?
Precisamos pedir ao presidente e aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado que adiem o prazo para apresentação das emendas, pois dois dias são insuficientes para uma leitura atenta do texto.
Assine e divulgue com a máxima urgência a nossa petição:

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Em quem irei votar para Presidente do Brasil?!...


*Colaboração Pe. Frei Flávio Henrique, pmPN
Começou a corrida eleitoral e, com ela, o espinhoso e polêmico tema do aborto. De um lado, a pavorosa pressão midiática que mantém inflexível a conivência intelectual perversamente progressista em relação a estes temas delicadíssimos. E é importante que se diga que a força dessas posturas progressistas está na maquiagem humanista dos valores invertidos pelo utilitarismo.
De outro lado, é unânime a rendição tácita dos candidatos à manutenção da legislação em vigor, a tal lei apelidada de ‘Cavalo de Tróia’. Aquela que prevê o aborto nos casos de risco de vida da gestante, de gravidez nos casos em que simplesmente se declare violência e de bebês anencéfalos (com má formação cerebral).
Esta rendição dos presidenciáveis, muito para além do eventual relativismo moral e ético de cada candidato em relação a temas tão controversos, tem uma razão de fundo inegociável: quem se posicionar claramente contra o aborto, por exemplo, será simplesmente achincalhado. Não pela opinião pública (visto que a maioria da população segue sendo contra o aborto), mas, será politicamente despedaçado com o ataque sistemático promovido pelos formadores de opinião pública.
Se os candidatos estão todos rendidos a essa eugenia prática – por “livre e espontânea pressão” – então, como a consciência cristã poderá escolher quem os represente, se a lista de representantes está, de ante-mão, cooptada contra os interesses da representação?
Dito de modo mais simples: não há ‘ficha limpa’ que dê jeito nessa mancha política que se instalou na disputa presidencial. “Se correr, o bicho pega. Se ficar o bicho come”. Esse é o panorama real em que desenrola o pleito eleitoral de 2014, engessando a consciência eleitoral que deveria ser livre, mas, na prática, é encabrestada.
Se voltarmos à disputa presidencial de 2010, recordaremos que a polarização do tema do aborto foi apresentada de forma tão emblemática, controversa e agressiva que causou um desconforto enorme à CNBB. A Igreja Católica não pode autorizar ou instruir a consciência de seus fiéis a votarem em candidatos confessadamente abortistas, sob pena de que suas autoridades e fiéis fiquem sujeitos à excomunhão automática. E também não consegue caminho alternativo para abordar a questão sem transformar o debate presidencial num campo de guerra sob o fogo cruzado do ódio midiático antirreligioso. Está, literalmente, entre a cruz e a espada.
Há um impasse prático, efetivo e sem nenhuma perspectiva de solução no curto prazo, a meu ver.
O esforço do ‘ficha limpa’ para ética política e pública e a formação moral dos fiéis – obrigação de profissão de fé das lideranças religiosas – sugere aos eleitores que escolham os candidatos a partir de sua integridade ética e do comprometimento com os valores cristãos. Mas, fica uma pergunta inquietante. Como escolher entre os presidenciáveis que: ou têm convicções pessoais abortistas (ainda que em casos de exceções) ou aderem a elas coagidos pela força esmagadora do relativismo moral geral instalado no sistema inteiro?
Como eu disse, “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”. Parece que é mesmo a hora desse bicho pegar e/ou comer tudo o que é justo, honesto, sadio, sensato, íntegro, correto, verdadeiro, bom, valoroso, sagrado, etc, etc, etc.
Que bicho é esse que tem tamanho poder para simbolicamente conseguir pegar e triturar tudo isto na cultura humana, desmantelando o verdadeiro bem coletivo? O único bicho que conheço com poder simbólico de realizar tudo isto é aquele que o Autor da Vida e Salvador do Mundo chamou de Dragão!
Como não me meto em política partidária e nem me comprometo com ideologias políticas eleitorais quaisquer que sejam elas – mais à direita ou mais à esquerda – exercerei meu dever de cidadania para votar nessa eleição fazendo como sempre fiz, obedecendo rigorosamente a lei que diz: o voto é individual, intransferível e SECRETO...
Ah! Mas tem uma coisa! Que não deixa de ter importante conotação política: seguirei defendendo a vida sempre, até a minha morte, não me importa como ela me venha! Isto também eu não negocio, com ninguém. Antes, ser lançado em meu próprio túmulo, pela covardia da truculência alheia; que, pela injustiça do meu egoísmo, lançar quem quer que seja na cova da morte não natural, do aborto à eutanásia! Capiche?!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Gratidão: um movimento do Amor!


*Equipe QUERO VIVER SIM!
A gratidão não é só um dever moral das consciências honestas, sadias e verdadeiramente fraternas. É um movimento muito forte da alma em relação ao acolhimento ou ajuda prestada por alguém num momento singular da vida. Quanto maior a necessidade de uma alma e maior o acolhimento de alguém àquela necessidade profunda, tantas vezes maior será esse movimento interior da gratidão no coração humano.
Isto por si só é muito bonito de se apreciar na capacidade humana de manifestar reciprocidades no campo da relação construtiva.
Todavia, entre todas as formas de gratidão que a alma humana pode experimentar, uma possui excelência sublime. Quando a alma humana, agraciada por um benefício que toca o Sumo Bem – o Bem Divino, perfeito, completo e puro – sente-se agradecida por um determinado favor recebido muito para além do bem pessoal. Sente-se agradecida por um favor que é extensivo àquelas causas de justiça que clamam aos Céus!
É assim que a Equipe “QUERO VIVER SIM!” se sente em relação a Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora e Fundador da CODEVIDA (Comissão Arquidiocesana de Defesa da Vida).
Por quê? Simples: pelo incondicional apoio dele à Causa que urge em nossos dias: a defesa da vida dos bebezinhos ameaçados de morte nas barrigas de suas mamães, pela inominável crueldade do aborto.
Essa mesma gratidão alcança, nos mesmos termos, toda equipe da PASCOM e da Rádio Catedral de Juiz de Fora, que com enorme solicitude colaboram na divulgação por uma Causa que não é nossa, é do Céu. É de Deus!
Manifestar essa gratidão é dar eco ao bem maior, do qual todos nós somos herdeiros: a VIDA!
Se pudermos nos atrever encontrar uma frase que tente explicar essa gratidão incontida no fundo de nossa alma, diremos: a gratidão que bate em nosso peito é a gratidão do próprio Coração de Jesus que palpita pelo Dom da Vida, ao ponto de morrer para destruir a morte, devolvendo-nos a vida na ressurreição da carne.
Ao Dom Gil, às Equipes da PASCOM e da Rádio Catedral de Juiz de Fora, bem como a todos aqueles que vão somando em REDE com o Projeto “QUERO VIVER SIM!” e em tudo que fazem para promover a Causa do Bem Maior - a Vida - nossa profunda, sincera e eterna gratidão, muito mais Divina que humana!

sábado, 23 de agosto de 2014

Entrevista concedida ao Jornal do Santuário de Aparecida do Norte

Quero viver sim! Essa é a afirmação que intitula o projeto de proteção à vida dos nascituros instruindo, conscientizando e promovendo a cultura do “deixar viver” por meio das redes sociais. A iniciativa partiu do religioso da Congregação dos Pequenos Monges do Pater Noster, frei Flávio Henrique, pmPN, em parceria com a Comissão Arquidiocesana de Defesa da Vida (CODEVIDA).
A idealização do movimento surgiu de uma reflexão de frei Flávio Henrique uma semana após publicada no Diário Oficial da União a portaria nº 415 do Ministério da Saúde, em 21 de maio deste ano. Encarregado de fazer um editorial no Jornal Boa Nova, pela Rádio Catedral JF, o religioso levantou o questionamento “você que me ouve, quer viver?” e passou a trabalhá-lo diariamente durante seu programa, pela mesma emissora, “A Voz do Pensamento”. “A força universal dessa afirmação (Quero viver sim!), a urgência de se promover a vida contra as culturas de morte, o trabalho na CODEVIDA e a ‘precisão cirúrgica’ da afirmação universal quero viver sim, indicaram-me um mote vigoroso para um projeto com vocação de desenvolvimento orgânico”, explica.
Presente de grego
A portaria nº 415 foi respaldada pela Lei 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 1º de agosto de 2013 e vigorada em 1º de novembro do mesmo ano. Entretanto, devido à ambiguidade presente no texto passou a ser chamada pelos grupos pró-vida de Lei Cavalo de Troia.
Criada com o intuito de presentear as mulheres pelo seu dia internacional, a lei é proposta como uma série de medidas que visam ao atendimento à vítima de violência sexual. Críticas negativas são lançadas ao Artigo 2º, que esclarece violência sexual como “qualquer forma de atividade sexual não consentida” e aos incisos IV e VII do Artigo 3º que determina “o atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS”, compreendendo os serviços de “profilaxia da gravidez” e “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”.
As justificativas da reprovação se apoiam na visão de que a expressão “profilaxia” denomina gravidez como uma doença, a fim de ocultar a palavra aborto e inferí-la como direito legal e parte desse atendimento disponibilizado. Alegam ainda que a definição de violência sexual estabelecida pela lei permite a abrangência de outros atos lascivos além do estupro. Somado a estes fatores a não necessidade de apresentação de exames ou Boletins de Ocorrência que comprovem a agressão, constituem a afirmação final de que a lei facilita o acesso ao aborto sem empregar o termo ao longo do texto.
Dessa forma, a lei deu margem à portaria do Ministério da Saúde, que abria caminho para a legalização do aborto, uma vez que taxava o processo abortivo no Sistema Único de Saúde (SUS). Em meio a diversos protestos a portaria foi revogada pelo ministro da saúde, Arthur Chioro, no dia 29 de maio deste ano.
Desafios atuais
A campanha Quero viver sim! se apresentou oportunamente em resposta aos anseios da obra dos Pequenos Monges do Pater Noster, que buscava aderir a uma causa social efetiva relacionada a um tema desafiador da atualidade. Como membro recente da CODEVIDA, frei Flávio Henrique propôs ao arcebispo de Juiz de Fora e fundador da comissão, dom Gil Antônio Moreira, a caminhada conjunta. “Quando percebi que a ideia do projeto Quero viver sim!, poderia se desenvolver com grande potencial, apresentei ao dom Gil a proposta de parceria entre a CODEVIDA e Pequeno Monge, e ele, como perspicaz promotor da vida, assentiu imediatamente”, pontua.
O desafio, contudo, estava também no modo de divulgar o tema e na ferramenta de disseminação. Após refletir sobre as questões o grupo constatou a dificuldade da mídia em lidar com o assunto, optando, assim, pelo universo das redes sociais como forma de difusão orgânica do movimento. “Pusemos mãos à obra com este propósito: fazer do projeto Quero viver sim! um fenômeno de informação, formação e conscientização das pessoas a partir das redes sociais”, salienta.
O projeto é destinado a todos os interessados, uma vez que oferece a possibilidade de se engajar em uma causa social flexível aos compromissos e horários cotidianos, pois depende apenas da divulgação massiva do projeto pelas redes sociais. “Todos nós, que queremos viver sim, temos o dever moral de lutar pela vida dos bebês a caminho da vida, no ventre de suas mamães, que também querem viver sim. Apenas eles não são capazes de usar as palavras para isso. Cabe-nos fazê-lo”, orienta.
Membro da equipe Quero viver sim! a religiosa madre Paulina, pmPN, destaca que além de lutar pelo direito de vida dos bebês é indispensável levar os indivíduos a refletir e construir uma opinião acerca do aborto e do que este processo pode desencadear aos envolvidos. Para ela, muitas vezes a falta de informação leva ao pensamento de que esta seja a única atitude possível.
A religiosa ainda cita a ajuda da campanha às casas de apoio para as mães que já se submeteram ao processo e sofrem de Síndrome Pós-Aborto (SPA) e o suporte a gestantes objetivando zelar pela vida dos nascituros. “Já existem mais de 160 Países que possuem estas Casas de Apoio à gestante e ao nascituro, onde, seja qual for o problema da gestante, ela receberá apoio tanto para si quanto para o bebê. A beata Madre Teresa de Calcutá dizia àquelas que queriam abortar: ‘não aborteis, dai-me este bebê’”, enfatiza.
Conheça mais o trabalho da campanha nas redes sociais
Acesse
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Fonte: Jornal do Santuário de Aparecida

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Os Anjos da Guarda imploram pela Justiça Divina...


*Colaboração Pe. Frei Flávio Henrique, pmPN
Quanto mais se aproxima o fim dos tempos, duas coisas aumentam em quantidade e intensidade: o “mistério da iniquidade” na terra e o trabalho dos Anjos de Deus nos Céus.
Porque dizemos isto? Basta olhar um pouco ao redor do mundo para vermos a estranha insistência das organizações privadas e públicas para implantação de leis abortivas, por exemplo. De onde vem essa estranha e implacável insistência? Porque interessa tanto aos poderosos do mundo eliminar a vida dos bebezinhos que estão a caminho de nascer? Por que o homem moderno, que goza de tantas facilidades e recursos tecnológicos para promover a vida, deseja tanto usar os conhecimentos científicos para ceifar vidas inocentes, manipulando-as como se fossem meros pedaços de carne sem alma?
Ou o egoísmo humano desceu ao poço mais fundo da insensibilidade, numa quase patologia coletiva, ou as ordas infernais arquejam sua investida derradeira na história, na aurora do fim dos tempos...
Muito apocalíptico este discurso?
Mas como interpretar a índole que move o pró-abortismo global, e que se vale do silêncio covarde daqueles que, apesar de não serem a favor, não se manifestam contra? 

E quem foi que falou que a verdade não é dura de se dizer? 

De mais a mais, este jogo cultural estranho entre a crueldade abortista e a omissão daqueles que se julgam justos, está muito mais próximo do diabólico “mistério da impiedade”, do que esta minha visão possa estar de uma análise apocalíptica do mundo atual.
Fato é que, se de um lado aumenta em quantidade e intensidade essa orquestra de ruindades entre homens e anjos maus e pessoas omissas, por outro, aumenta o trabalho dos homens e anjos verdadeiramente bons e justos. Pois, para estes últimos, a lógica de Cristo ainda soa clara: Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18, 10)
Imaginemos esta cena no Céu: os anjos dos pequeninos que veem sem cessar a face do Criador, nos Céus. Enquanto todas as hierarquias celestes dependem de circunstâncias específicas para estarem na presença de Deus, os Anjos da Guarda dos pequeninos tem livre acesso, “veem sem cessar a face” do “Pai que está nos céus”.
Nem todos veem sem cessar a face do Pai nos céus. As hierarquias celestes a veem na medida exata do cumprimento de suas missões. Assim também as pessoas humanas chegam à visão beatífica (visão de Deus), na medida em que abdicam de suas vontades meramente humanas e egoístas para pleno cumprimento da Vontade do Pai “assim na terra como nos céus”. Não é assim que o Cordeiro de Deus nos ensinou a rezar?
Enfim, o que isto significa na prática? Significa que os anjos dos pequeninos, diferentemente de todos os demais, tem acesso livre junto ao Divino Criador. Simples assim. E isto não é de pouca monta. Isto põe em relevo um princípio cósmico de justiça, que vale tanto para o mundo natural quanto para o mundo sobrenatural: o mais forte (no caso da cena bíblica, Deus), deve defender o mais fraco (na mesma cena bíblica, os pequeninos).
E quem são os mais pequeninos entre os homens? Não são aqueles bebezinhos indefesos totalmente dependentes do ventre de suas mães?
Voltando ao ponto anterior, o de que nunca antes na história da humanidade as sociedades organizadas fizeram campanhas e leis tão ferrenhas pró aborto, é de se imaginar o trabalho intenso dos anjos da guarda junto da Glória de Deus, em favor dos bebezinhos a caminho de nascer . 

Sinceramente? Essa gente não sabe o que isto significa e tampouco com o que está mexendo...
A Misericórdia de Deus é infinita, mas, não anula Sua Justiça Perfeita!
A continuar esse sacrifício humano indiscriminado no útero materno, dias maus sobrevoam o horizonte próximo da humanidade inteira. E depois essa gente composta pelos covardes e omissos serão os primeiros a indagar: ‘porque Deus não faz nada contra o mal que nos atinge’???
Ora, tais momentos são justamente aqueles em que Deus está fazendo algo para barrar a injustiça: que é executada pelos covardes e consentida pelos omissos. E o egoísmo de uns e de outros os impedem de enxergar a Justiça Divina, clamando misericórdia para si quando não tiveram para com os mais inocentes... Isso é triste, triste, triste!
Sempre me cobram que eu deveria escrever de maneira mais simples e direta, para compreensão das pessoas em geral, reclamando que minha linguagem é muito densa, obtusa e de difícil acesso. Agora fica explicado por que em geral escrevo de forma mais complexa: puro esforço para contornar a dureza implacável da verdade, sem deixar de dizê-la.
Mas, se tenho de aprender a simplificar minha linguagem escrita para torná-la mais acessível a todos, então, melhor se prepararem para a força lancinante da verdade sem rodeios.
A verdade é sempre uma espada cortante. Antes, eu preferia manejá-la na ponta dos dedos que ferem o teclado - diante de tamanha indignação - como um mero esgrimista. O esgrimista apenas maneja a lâmina sem corte para apresentar o conhecimento da técnica de combate sem ferir o oponente.
Todavia, o clamor da Justiça Divina está sendo realizado nos céus, na presença do Altíssimo, por um número incontável de Anjos da Guarda. Eles reclamam a injustiça da morte prematura contra os bebezinhos a caminho de nascer. Imploram pela Justiça Divina. 

E essa peleja entre o bem e o mal empurra a história para um momento único: em breve, certo e errado não poderão coexistir. Afinal, Aquele que julga o mundo bem que avisou: Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.” (Mt 18, 10)

domingo, 3 de agosto de 2014

“Vivendo e aprendendo”... mas, para aprender é preciso, primeiro, nascer!


*Colaboração Pe. Frei Flávio Henrique, pmPN
Há pouco tempo, um jovem profissional analista de sistemas, que faz parte da geração das novas tecnologias de comunicação (que noutro artigo chamei de 5º Poder, mais ou menos na mão do povo), deu-me uma dica franca e direta para as postagens no blog do Projeto QUERO VIVER SIM (queroviversim.blogspot.com.br).
Disse-me muito oportunamente: Textos muito longos ou com o vocabulário mais culto, como os que você escreve, não são muito populares..
Quem se atrever a ler os artigos que eu ouso escrever e publicar em meu blog pessoal (freiflaviohenrique.blogspot.com.br), concordará, assim como eu, com o Matheus. Não digo isto partindo do que ele chama de “vocabulário mais culto”, afinal, nem me acredito culto assim.
Entretanto, tenho de admitir a densidade tremenda utilizada na construção de certos raciocínios de temas complexos e provocantes que abordo especialmente no blog pessoal, o que exige linguagem mais analítica. Então, não posso discordar do Matheus, e creio que esses textos “não são muito populares”, embora, mais de 15 mil pessoas mundo a fora já tenham lido lá – como gosto de chamar – minhas “provocações do pensamento”. Afinal, há todo tipo de público.
De todo modo, eu tenho de concordar com sua sugestão de que, para melhor servir ao propósito da Causa de QUERO VIVER SIM, nas redes sociais, é preciso algum esforço para adequar a linguagem para informar, formar e conscientizar o público segundo as características do público.
Da minha parte, naquilo que me couber escrever, vou me empenhar para usar linguagem mais simples, prática e compreensiva, tornando a leitura mais confortável ao público (quem gostar de textos mais elaborados e complexos, poderá acompanhar-me em freiflaviohenrique.blogspot.com.br).
“Vivendo e aprendendo”, ensina-nos a sabedoria popular. De fato, quanto mais se vive, mais se aprende, não é mesmo?!
A propósito, para se aprender é necessário se estar vivo. Neste caso, eu tenho a oportunidade de continuar aprendendo com os anos que passam, porque, a generosidade dos meus pais permitiu que eu existisse.
De igual modo, você que me lê, só tem essa oportunidade de continuar aprendendo porque sua mãe não o descartou quando você chutava a barriga dela, ou fazia bagunça dentro dela “brincando de corrida de carro”, como sugere o engraçadíssimo vídeo postado na fan page do Projeto, você já viu? Vale apena conferir, rir com 9 segundos de bom humor e compartilhar em suas redes sociais. Entre no face e confira (facebook.com/queroviversim). Duvido que não achará engraçado.
Por isso, creio que, tanto eu que escrevi este texto como você que o lê, além de sentirmos gratidão por termos tido a oportunidade de existirmos para aprender continuamente e interagir com a alegria de viver, deveríamos estimular o movimento pelo bem maior que é a VIDA HUMANA. E isso nós podemos fazer, juntos, multiplicando as ações do Projeto QUERO VIVER SIM. O Brasil e o mundo precisam ouvir nossa voz insistente em favor da VIDA.
Se juntarmos a experiência dos que já aprenderam mais com o acúmulo dos anos vividos, com a sabedoria ágil e prática do conselho dos jovens (como esta sugestão do Matheus), e se somarmos tudo isto ao desejo de viver de todas as pessoas que interagem com o Projeto QUERO VIVER SIM, então, poderemos construir uma consciência coletiva forte e atuante em favor da VIDA, em todas as suas fases, da concepção até a morte natural, privilegiando os indefesos mais ameaçados hoje em dia: os bebês nas barrigas de suas mamães.
E você, tem também alguma opinião, conselho, sugestão, ideia, iniciativa ou mesmo um comentário que gostaria de fazer para retribuir sua gratidão por ter podido vir a esse mundo e conhecer todas as suas belezas, ajudando a multiplicar essa Causa do Bem?
Se tiver, não pense duas vezes. Mande-nos um e-mail para queroviversim@gmail.com com suas perspectivas.
Se os bons não se omitirem, os maus não poderão multiplicar suas maldades, lembre-se disto.
Olhando para o belo Ícone que colocamos no início deste post, podemos perguntar: qual cristão não quer ser esta ovelhinha protegida da morte eterna, pelo Bom Pastor???
Todos QUEREM VIVER SIM, viver para sempre, inclusive...
Aqueles que estão em franco processo de desenvolvimento no ventre de suas mamães, devem ter o direito de nascer e crescer para chegarem também um dia ao conhecimento de Deus e usufruírem do mesmo bem da vida eterna. Como poderão ter o conhecimento de Deus se nem mesmo lhes for permitido aprender no mundo a desenvolver, pouco a pouco, o conhecimento das coisas?
Para se conhecer a Deus é necessário desenvolver todos os sentidos humanos que nos tornam semelhantes ao Divino Criador. E para desenvolvê-los, primeiro é necessário nascer. Depois, crescer e amadurecer com dignidade.
Você está disposto(a) a nos ajudar, fazendo crescer esta CAUSA com alguns CLIQUES diários, para garantir aos bebês nos ventres de suas mamães esse direito que você já adquiriu???
Se você é cristão, pense nisto com o mesmo carinho que Cristo toma sua VIDA nos ombros d’Ele para conduzir você até à ressurreição para a Vida Eterna!
Se não é cristão, pense nisto por justa retribuição à vida que lhe foi oferecida gratuitamente, sem que nada tivesse feito para merecê-la, pois, antes de ser concebido no ventre de sua mamãe, você simplesmente não existia. Não impeça que outros venham - como você - a existir também!