sexta-feira, 8 de maio de 2015

Paraguai rejeita o aborto de uma menina de 10 anos. A razão? a gravidez não é um risco, o aborto sim



ASSUNÇÃO, 05 Mai. 15 / 05:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- O governo do Paraguai expressou rechaço a uma campanha que busca realizar um aborto numa menina de apenas 10 anos, que ficou grávida depois de ser estuprada pelo seu padrasto, e advertiu que submeter a menor ao aborto poderia colocar a sua vida em perigo. A menor completou 23 semanas de gravidez.
A mãe da menina está presa atualmente, acusada de faltar ao dever do cuidado de sua filha, e também de obstruir a justiça. O estuprador fugiu e está sendo procurado pela justiça.
A Anistia Internacional organizou a campanha para que a menina possa realizar o aborto, e lidera um pedido de assinaturas dirigidas ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e ao Procurador Geral Javier Díaz Verón.
Entretanto, o ministro da Saúde do Paraguai, Antonio Barrios, assegurou no início do mês de maio que o aborto está descartado. Além disso, na declaração feita ao jornal ABC Color, Barrios indicou: “não existe provas de que a saúde da menina esteja em perigo”.
“Somos responsáveis pelo controle da sua gravidez, assegurou o ministro da Saúde, e sublinhou: “A justiça determinará com quem ficará a menor e o filho posteriormente”.
Barrios disse ainda que “a situação da menor é complicada, pois sofreu constantes abusos pelo seu padrasto”, e lamentou: “a mãe da menina esconde esses constantes abusos, para que a justiça não conheça profundamente o caso”.
Por outro lado, a presidenta da Associação de Obstetras do Paraguai, Luz Torres, assinalou à radio Monumental 1080 AM: “Depois das 20 semanas o aborto não é recomendável em nenhuma circunstância”.
“A gravidez em si não é um risco, porque é algo fisiológico. Na verdade, o que seria um risco seriam as consequências que possa ter esta adolescente pela sua idade maternal. Mas não podemos falar do risco de morte da mãe quando existe uma gravidez de transcurso normal”, explicou a Obstetra.
No comunicado emitido no dia 3 de maio, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Assunção, assinalou: “Em ótimas condições durante uma atenção com cuidados de primeiro nível e sem o aparecimento de outras complicações ou patologias posteriores, o parto da menina pode ser realizado de maneira satisfatória”.
Mesmo Adriane Salinas, promotora da pílula abortiva do dia seguinte e representante do Fundo de População das Nações Unidas, reconheceu em declarações a ABC Color que “para a menina o aborto não é uma opção, pois ela está em idade gestacional. E qualquer tipo de aborto no Paraguai está penalizado”.
Por sua parte, o reitor da Universidade Católica “Nossa Senhora da Assunção”, Pe. Dr. Narciso Velázquez Ferreira, emitiu um comunicado no dia 30 de abril, colocando o hospital universitário do centro de estudos à disposição da menina de forma gratuita, assim como “de outras meninas que estejam na mesma situação”.
Em declarações ao grupo ACI, o presidente de Geração Pró-vida do Paraguai, Richard Izquierdo, recordou: “No Paraguai, o aborto é ilegal sem nenhuma exceção, a proteção da vida humana está garantida por todo o sistema jurídico nacional”.
Izquierdo comentou também que “no caso da triste realidade da menina de 10 anos grávida por estupro, vários profissionais da saúde, médicos e autoridades do Ministério de Saúde, expressaram que a menina e o filho que nascerá estão medicamente estáveis e sem nenhum risco de vida, e que a arte médica oferece os conhecimentos e ferramentas necessárias que o seu parto seja realizado sem nenhum problema”.
“Também a respeito deste tema Catedráticos das Faculdades de Medicina e peritos conhecedores da realidade da saúde materna infantil, disseram que o aborto não é a solução, não se justifica”, assinalou.
O líder pró-vida paraguaio recordou ainda: “A Anistia Internacional promove o aborto para a menina de 10 anos e é reconhecida por suas campanhas para legalizar o aborto no Paraguai”.
A campanha do AI, assegurou Izquierdo, “é muito rejeitada pelos cidadãos, por sua evidente carga ideológica, e pela falta de informação em relação à situação médica verdadeira da menina”.
“As organizações pró-vida insistem às autoridades para não ceder às pressões ideológicas, mas que respeitem a dignidade das vítimas, com uma atenção humana, especializada e integral”, exortou.
“Desejo que caia sobre os culpados todo o peso da lei. Que as famílias, a sociedade, e o Estado trabalhemos coordenadamente para acabar com estes crimes que deixam tantas feridas nas pessoas”, concluiu.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/paraguai-rejeita-o-aborto-de-uma-menina-de-10-anos-a-razao-a-gravidez-nao-e-um-risco-o-aborto-sim-53035/#

segunda-feira, 23 de março de 2015

Meio milhão de peruanos em histórica Marcha pela Vida 2015 - Por David Ramo



LIMA, 23 Mar. 15 / 06:47 pm (ACI).- Mais de meio milhão de peruanos participaram da histórica Marcha pela Vida 2015, celebrada no domingo, 22, na capital Lima, expressando a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, e o absoluto rechaço ao aborto.
No Peru, o direito à vida desde a concepção é protegido pela Constituição, o Código Civil, o Código das Crianças e Adolescentes e a Convenção Americana sobre Direitos humanos.
No dia 25 de março se celebra no país o Dia do Nascituro. Data incorporada por lei ao calendário civil.
Nesta edição da marcha os jovens foram os protagonistas, tanto no papel de voluntários como de participantes, levando alegria e intensidade à Marcha pela Vida.
A numerosa manifestação duplicou a cifra do ano passado, quando 250 mil pessoas partiram para dizer “sim à vida, não ao aborto”.
Durante a primeira etapa do percurso, os participantes na Marcha pela Vida percorreram um quilômetro da Avenida Brasil, uma das principais da capital peruana. A conta no Twitter da agência ACI Prensa (@aciprensa) e a hashtag (etiqueta) #MarchaPorLaVida se converteram em tendência em todo o Peru.
Ao chegar ao final da avenida, as centenas de milhares de participantes seguiram o percurso até a Costa Verde, um espaço aberto à beira do mar da capital peruana. Os mais de 500 mil peruanos congregados na praia limenha recordavam a multidão reunida no Rio do Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude de Rio em 2013, com o Papa Francisco. Um grande número de participantes de igrejas evangélicas e outras denominações cristãs também uniram-se à Marcha pela Vida.
Ao apresentar-se sobre o estrado principal do evento, o Arcebispo de Lima e Primaz do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani, anunciou que os participantes na Marcha pela Vida tinham superado o meio milhão de pessoas.
O Cardeal Cipriani destacou que “esta é a geração forte e o futuro da pátria. Somos um Peru que defende a vida, o matrimônio e a família”.
A religiosa Irmã Cristina, ganhadora do concurso de canto The Voice na Itália, enviou também sua saudação e apoio à Marcha pela Vida, através de um vídeo.
Por sua parte, o Papa Francisco também enviou sua mensagem de ânimo aos participantes no evento, e encorajou-os a “dar testemunho com valor e anunciar sempre o caráter sagrado de todo ser humano”.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/meio-milhao-de-peruanos-em-historica-marcha-pela-vida-2015-40759/

domingo, 8 de março de 2015


As mulheres estão sendo medicadas para ser... menos mulheres?





Uma psiquiatra e uma polêmica: feminismo, remédios e danos contra a biologia feminina



“Medicando os sentimentos das mulheres”: este era o título do artigo mais compartilhado por e-mail, no último fim de semana, pelos leitores do site do “New York Times” (original em inglês).

A autora do artigo, Julie Holland, é uma psiquiatra preocupada com o “boom” de cidadãos norte-americanos que estão tomando medicamentos psiquiátricos; em particular, mulheres. Julie calcula que pelo menos uma em cada quatro mulheres anda tomando esse tipo de medicação, diante de um em cada sete homens.

Este quadro é "insano", considera ela. E eu tive que concordar. Mas o que realmente me surpreendeu no artigo foram outras considerações feitas por ela:

“O humor das mulheres oscila naturalmente. Pelo nosso design evolutivo, somos equipadas para ser sensível aos nossos ambientes, empáticas com as necessidades dos nossos filhos e intuitivas quanto às intenções dos nossos parceiros. Isto é fundamental para a nossa sobrevivência e para a da nossa prole”.

Como é que é? Somos regidas pelas nossas emoções, mais do que pela razão? Design evolutivo? Equipadas? Ué, mas não deveríamos acreditar, hoje, que o comportamento é todo fruto de condicionamentos sociais, que o corpo tem muito pouco a ver com o que somos e que é hora de dar às mulheres mais direito à sua cabeça e aos homens mais direito ao seu coração?

Pode ser que 90% daqueles e-mails disparados pelos leitores do “New York Times” tenham sido enviados por feministas e professores da teoria de gênero bufando de raiva com as implicações biológicas da afirmação de Julie Holland.

“Algumas pesquisas sugerem que as mulheres têm frequentemente mais facilidade do que os homens para expor os seus sentimentos porque o desenvolvimento do cérebro feminino reserva mais capacidade para a linguagem, a memória, a escuta e a observação das emoções dos outros”.

Como? Mas e todos os cérebros femininos que estão se destacando cada vez mais na análise do mercado de ações e na manipulação de genes? E o ponto de vista cada vez mais difundido de que a espécie humana não é só macho e fêmea, e sim todo um espectro de gêneros cuja beleza e diversidade estamos agora começando a enxergar?

Se bem que, por outro lado, talvez houvesse centenas de mulheres “comuns” encaminhando o artigo por e-mail para as amigas e dizendo: "Olha só, isso aqui bem que faz sentido, né?".

Holland até acena com um lencinho branco da paz para os teóricos do gênero ao dizer que "não pretende polemizar com tipo algum de ideologia pró ou antifeminista", mas, ao mesmo tempo, se mantém firme em apresentar as suas “armas” biológicas. Provavelmente, porque ela é uma profissional da saúde e realmente lida com mulheres concretas, de carne e osso, que estão angustiadas de uma forma ou de outra e a quem ela quer ajudar na prática, em vez de se dedicar a virar a sociedade de cabeça para baixo.

O que vem incomodando Julie Holland é a maneira como as empresas farmacêuticas e alguns médicos estão explorando os naturais altos e baixos dos sentimentos das mulheres e tentando convencê-las (ou conseguindo convencê-las), através de uma publicidade implacável, de que as oscilações femininas de humor são patológicas e precisam de medicação. Uma horda de mulheres em busca de receitas de antidepressivos e antipsicóticos está criando o "novo normal".

No entanto, diz a psiquiatra, "esse ‘novo normal’ está em desacordo com a biologia dinâmica das mulheres; o cérebro e a química do corpo precisam fluir". O ciclo menstrual e seus efeitos sobre os hormônios têm uma razão natural de ser. Se as mulheres se sentem irritadiças, insatisfeitas e até choram sob a pressão da casa e do trabalho, esse fluxo natural serve para alertá-las de que as coisas precisam de mudança, incluindo, por exemplo, um sono de melhor qualidade e mais exercícios ao ar livre.

O consumo de medicamentos (é cada vez mais comum consumir os que regulam a serotonina, que é o ingrediente químico do cérebro responsável pela sensação de “tudo beleza”) implica o risco de ir entorpecendo o paciente, física e emocionalmente. Algumas mulheres percebem que ficam menos interessadas em sexo; outras relatam que sentem menos irritação, menos tristeza, menos raiva e menos preocupação, mas também sentem menos empatia, menor criatividade e menos inclinação a deixar os seus sentimentos se manifestarem.

Quando os níveis de serotonina são mantidos constante e artificialmente elevados nas mulheres, elas correm o risco de perder a sensibilidade emocional, com todas as suas flutuações naturais, e de acabar moldando um equilíbrio hormonal mais estático, mais comum ao sexo masculino. Esse embotamento emocional incentiva as mulheres a adotar comportamentos normalmente aprovados pelos homens: parecer invulneráveis, por exemplo, o que até pode ajudar as mulheres a ascender mais rápido em ambientes de negócios dominados pelos homens.

Em tudo isso, o que eu achei mais interessante é a hipótese de Holland de que a biologia humana tenha um sentido ético: se alguém se sente mal física ou mentalmente, é porque o corpo está lhe dizendo alguma coisa que é melhor ouvir e talvez mudar, em vez de só apelar para o Prozac e continuar igual a antes. Esta visão das coisas contrasta com a atual tendência de tratar o corpo como um volume de matéria ligado à mente e remodelável ao nosso bel-prazer, a fim de se adequar aos nossos desejos ou às exigências que a sociedade materialista nos impõe.

Se as mulheres estão hoje se medicando contra a depressão e a ansiedade duas vezes mais do que os homens é porque, ao longo dos últimos 50 anos, elas sofreram mais os efeitos de impor ao seu corpo um comportamento biologicamente masculinizado. Não nos esqueçamos de que, antes de medicar os sentimentos das mulheres, a indústria farmacêutica já tinha se concentrado, com grande empenho, em medicar a sua química reprodutiva. E, talvez, pela mesma razão: por exemplo, para impedir que o funcionamentonatural do corpo feminino atrapalhasse os seus objetivos econômicos e políticos.

Em prol de um mundo com menos gente e, portanto, com mais sobras financeiras para consumir cada vez mais frivolidades materiais que nunca satisfazem os anseios humanos de amor correspondido e de sentido de vida, os anticoncepcionais foram o centro de um bombardeio propagandístico obedientemente engolido pelas mulheres. Agora, as mulheres estão engolindo um bombardeio de pílulas que as molda emocionalmente a um mundo consumista e focado em trabalho, carreira, status e ter.

Holland insiste:

“A emotividade das mulheres é um sinal de saúde, não de doença; é uma fonte de energia, não de fraqueza. Mas nós vivemos sob constante pressão para conter o nosso emocional. Somos doutrinadas a pedir desculpas pelas nossas lágrimas, a sufocar a nossa raiva e a ter medo de ser chamadas de histéricas”.

Poderíamos dizer exatamente o mesmo sobre o objetivo biológico da natural emotividade feminina:

“A fertilidade das mulheres é um sinal de saúde, não de doença; uma fonte de energia, não de fraqueza. Mas nós vivemos sob constante pressão para contê-lo. Somos doutrinadas a pedir desculpas por ficar grávidas, a sufocar a nossa raiva e a ter medo de ser traídas pela nossa própria evolução natural (como de fato somos, e cada vez mais)”.

Isso também, para usar o mesmo termo de Julie Holland, é “insano”.



Se pelo menos a maioria dos psiquiatras reconhecesse este fato, estaríamos mais bem encaminhadas para resolver a epidemia do sofrimento psíquico feminino, em vez de tentar driblá-lo com paliativos que geram bilhões de dólares (para bolsos que não são os nossos).




http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/as-mulheres-estao-sendo-medicadas-para-ser-menos-mulheres-5873768018739200?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quando o sofrimento do aborto se torna avassalador demais, inclusive para o médico

De médico abortista a líder pró-vida


O Dr. Anthony Levatino foi um dos milhares de manifestantes que participaram da Marcha pela Vida, realizada este mês na capital norte-americana. A marcha é um evento anual que os defensores do direito à vida organizam na mesma data em que os Estados Unidos aprovaram a sua lei do aborto, há mais de quarenta anos. É um protesto e um convite à reflexão sobre a vida dos ainda não nascidos.Quando olhava para trás, em meio à multidão e sob a luz brilhante do sol, o doutor Levatino sentia a solidariedade ao seu redor. "Eles não julgavam ninguém", comenta ele, cuja vida sofreu uma guinada de 180 graus: ele já foi médico abortista; hoje, é ginecologista pró-vida.Levatino se diz em paz com a transformação que viveu. De pé sobre um palanque improvisado após a Marcha pela Vida, ele se sentia à vontade com os seus colegas pró-vida, especialmente com aqueles que, antigamente, também defendiam o “direito de escolha”, metáfora politicamente correta usada nos Estados Unidos para expressar o suposto direito feminino de eliminar um ser humano em sua fase inicial de desenvolvimento. Uma mulher se apresentou à multidão e falou do "tormento aprisionador" que viveu depois de submeter-se a três abortos. Levatino, solidário, lhe disse: "Bom testemunho, Tammy". Outra mulher, que também tinha abortado, contou a sua história comovente e encerrou o depoimento puxando um pai-nosso. Levatino fechou os olhos e rezou junto com toda a multidão. E toda vez que os outros oradores se dirigiam ao público, o médico estendia um cartaz em que declarava: "Eu me arrependo de ter realizado abortos".Levatino já tinha participado da Marcha pela Vida em edições anteriores, mas ainda não tinha subido ao palanque para falar à multidão. "Esta experiência é bem diferente para mim. É uma experiência de cura pessoal", declarou ele, minutos depois de descer do palanque. Lá em cima, ele tinha se lembrado de seu passado e, talvez, tenha pensado em seu futuro. Trinta ou quarenta metros à frente dele havia manifestantes segurando um grande cartaz com a imagem do falecido médico Bernard Nathanson.Do final da década de 1960 até o final dos anos 1970, o Dr. Nathanson realizou ou supervisionou mais de 75.000 abortos. Ele próprio relatou que a sua mente e o seu coração mudaram depois de ver, via fetoscopia e ultrassom, as imagens de uma criança ainda não nascida. No final dos anos 70, Bernard Nathanson escreveu o best-seller “Aborting America”, sobre a sua tardia transformação de mente e coração. No começo dos anos 80, ele narrou o documentário "The Silent Scream" [“O grito silencioso”], um filme anti-aborto de 28 minutos, controverso e seminal, lançado em 1985.Embora menos dramática, a história de Levatino é semelhante à de Bernard Nathanson. Levatino calcula que, entre 1981 e 1985, fez cerca de 1.200 abortos. Mas a sua atitude perante a vida foi mudando. Ele e a esposa não conseguiram gerar nenhum filho biológico. Além disso, a sua filha adotiva, Heather, morreu num acidente de carro em 1985. Hoje trabalhando como ginecologista no Estado do Novo México, Levatino é um ativo membro do movimento de defesa da vida. Ele participou de um filme pró-vida lançado em 2011, “The Gift of Life” [“O dom da vida”], e faz parte do conselho médico de assessores dos Priests for Life [Sacerdotes pela Vida], cujos líderes o convidaram a falar das suas campanhas “Silent No More” [“Não ficaremos mais em silêncio”] e “Shockwaves” [“Inquietações”], na Marcha pela Vida deste ano. Nathanson e Levatino não são os únicos médicos que pararam de fazer abortos. Em 2008, os assim chamados “provedores de aborto” nos Estados Unidos já eram cerca de 40% a menos que em 1982, ano em que o número de médicos que realizavam tal procedimento tinha chegado ao pico. Os dados são do Instituto Guttmacher, organização de pesquisa que apoia o aborto (recordando que, no Estado da Califórnia, enfermeiros também podem realizar abortos).Alguns progressistas e defensores do direito ao aborto atribuem a “culpa” por este declínio ao “assédio” dos ativistas pró-vida. Mas, inclusive para alguns profissionais que já foram “provedores de aborto”, a razão para parar foi a brutalidade e a destrutividade do próprio aborto, em especial depois das primeiras 11 semanas de gravidez.Em 2012, Levatino testemunhou perante o Congresso dos Estados Unidos que o aborto de uma criança de 24 semanas de gestação é doloroso não só para a criança, mas também para o médico. "Se vocês acham que não machuca; se vocês acreditam que não é uma agonia para essa criança, por favor, pensem de novo", declarou Levatino ao se manifestar a favor do projeto de lei de “proteção das crianças ainda não-nascidas já capazes de sentir dor”.Blogueiros apoiadores do direito ao aborto se enfureceram com o discurso de Levatino. “Isso é extremamente ofensivo para quem já fez um aborto, especialmente quando a gravidez já estava mais avançada”, escreveu Alesa Mackool para o site RH Reality Check, que promove os chamados “direitos reprodutivos”. Ela complementou: “Os ativistas anti-direito de escolha, como Levatino, fazem mais sucesso quando tentam nos encolher do que quando pensam racionalmente”.No entanto, alguns líderes do movimento em defesa do direito ao aborto já fizeram comentários semelhantes aos de Levatino.Em artigo de 2008 na “Washington Post Magazine”, uma ex-diretora médica da rede de clínicas de aborto Planned Parenthood lançou um alerta aos estudantes de medicina da Universidade Johns Hopkins: eles deveriam se preparar para momentos emocional e moralmente difíceis quando se tornassem “provedores de aborto”. Beth Meyers perguntava: "Qual é o seu limite de tolerância a defeitos de nascença? Você faria um aborto na 28ª semana se o bebê tivesse pés tortos? E hemofilia? (...) Como você vai se sentir se uma paciente admitir que já fez piquete diante da clínica? E quanto à mulher que vai para o terceiro aborto e não quer ouvir falar de controle da natalidade? Como você vai se sentir diante disso?".Meyers chamou a atenção dos alunos para o fato de que certas circunstâncias do aborto, como defeitos congênitos, podem representar um dilema moral, mas outros profissionais do aborto enfatizam que realizar o procedimento após o primeiro trimestre da gestação é difícil. Num artigo de 2008 na “Reproductive Health Matters”, a professora Lisa H. Harris, do departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Estudos Femininos da Universidade de Michigan, relatou que ela própria estava em sua 18ª semana de gravidez quando “interrompeu a gestação” de uma paciente que também estava na 18ª semana: 
Harris não declarou se parou de fazer abortos, mas Lesley Wojick, a estudante de medicina retratada na “Washington Post Magazine”, mudou de ideia e decidiu que não “interromperia” nenhuma gravidez.
Para alguns ativistas pró-vida, é de grande ajuda o fato de que médicos que já fizeram abortos contem as suas histórias e o porquê de terem decidido parar. O padre Frank Pavone, líder da organização Priests for Life [Sacerdotes pela Vida], anunciou durante a exposição e conferência preparatória da Marcha pela Vida que Levatino daria o seu depoimento na edição deste ano. Quando Levatino falou, no dia da marcha, o padre estava lá, na primeira fila.
Após descer do palanque, no entanto, Levatino não ecoou os pontos de discussão de Pavone. Ele disse que conversou com uma policial negra durante a marcha, depois que ela lhe perguntou por que as pessoas estavam se manifestando. “Eu respondi a ela: ‘Você sabia que algumas pessoas são tratadas como propriedade, do jeito que os negros foram tratados no tempo da escravidão?’. Ela não tinha ideia disso. ‘Você sabe que pode fazer um aborto no momento em que bem quiser?’. Ela não tinha ideia. As pessoas não percebem isso como um direito”.

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/saude/artigo/de-medico-abortista-a-lider-pro-vida-5894723889790976?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Aborto pode ser totalmente legalizado no Brasil na próxima semana

O que fazer quando parece que o mal 

prevalece sobre o bem?


O Aborto pode ser totalmente legalizado 

no Brasil na próxima semana

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O relatório do Novo Código Penal é um texto imenso, “amazônico”, no dizer dos parlamentares, e foi apresentado por seu relator, o Sen. Vital do Rego, na última quarta-feira, 10.12.2014, dando aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado apenas 2 (dois) dias para apresentarem emendas.
É evidente que os senadores não terão tempo para ler as centenas de páginas nestes dois dias, e o relatório será aprovado sem a plena discussão das matérias mais graves.
Entre as muitas barbaridades apresentadas, o relator alterou o art. 217, para o seguinte texto:
“não há crime de aborto praticado por médico se houver risco à vida ou à saúde da gestante”.
O texto legaliza o aborto no Brasil com uma redação ainda mais abrangente do que aquela que legalizou o aborto na Inglaterra.
Além disso, o mesmo altera importantíssimas disposições penais em nosso código:
• Suprime a criminalização da venda de drogas abortivas,
• Retira a menção à proibição da pena de morte aplicada pelos indígenas,
• Remove a pena de homicídio culposo entre parentes (art. 121),
• Descriminaliza o terrorismo movido por propósitos sociais (art. 245 § 2),
• Revoga a proibição da fabricação e uso de minas terrestres (art; 541),
• Revoga as penas para quem impede por ameaça ou violência uma CPI (art. 541),
• Eliminam os artigos que criminalizavam a prática e divulgação de atos obscenos em público e
• Introduz a ideologia de gênero pela inserção do crime de “transgenerização forçada”, além de muitas coisas conhecidas e desconhecidas.
O QUE PRECISAMOS FAZER?
Precisamos pedir ao presidente e aos membros da Comissão de Constitucionalidade do Senado que adiem o prazo para apresentação das emendas, pois dois dias são insuficientes para uma leitura atenta do texto.
Assine e divulgue com a máxima urgência a nossa petição:

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Em quem irei votar para Presidente do Brasil?!...


*Colaboração Pe. Frei Flávio Henrique, pmPN
Começou a corrida eleitoral e, com ela, o espinhoso e polêmico tema do aborto. De um lado, a pavorosa pressão midiática que mantém inflexível a conivência intelectual perversamente progressista em relação a estes temas delicadíssimos. E é importante que se diga que a força dessas posturas progressistas está na maquiagem humanista dos valores invertidos pelo utilitarismo.
De outro lado, é unânime a rendição tácita dos candidatos à manutenção da legislação em vigor, a tal lei apelidada de ‘Cavalo de Tróia’. Aquela que prevê o aborto nos casos de risco de vida da gestante, de gravidez nos casos em que simplesmente se declare violência e de bebês anencéfalos (com má formação cerebral).
Esta rendição dos presidenciáveis, muito para além do eventual relativismo moral e ético de cada candidato em relação a temas tão controversos, tem uma razão de fundo inegociável: quem se posicionar claramente contra o aborto, por exemplo, será simplesmente achincalhado. Não pela opinião pública (visto que a maioria da população segue sendo contra o aborto), mas, será politicamente despedaçado com o ataque sistemático promovido pelos formadores de opinião pública.
Se os candidatos estão todos rendidos a essa eugenia prática – por “livre e espontânea pressão” – então, como a consciência cristã poderá escolher quem os represente, se a lista de representantes está, de ante-mão, cooptada contra os interesses da representação?
Dito de modo mais simples: não há ‘ficha limpa’ que dê jeito nessa mancha política que se instalou na disputa presidencial. “Se correr, o bicho pega. Se ficar o bicho come”. Esse é o panorama real em que desenrola o pleito eleitoral de 2014, engessando a consciência eleitoral que deveria ser livre, mas, na prática, é encabrestada.
Se voltarmos à disputa presidencial de 2010, recordaremos que a polarização do tema do aborto foi apresentada de forma tão emblemática, controversa e agressiva que causou um desconforto enorme à CNBB. A Igreja Católica não pode autorizar ou instruir a consciência de seus fiéis a votarem em candidatos confessadamente abortistas, sob pena de que suas autoridades e fiéis fiquem sujeitos à excomunhão automática. E também não consegue caminho alternativo para abordar a questão sem transformar o debate presidencial num campo de guerra sob o fogo cruzado do ódio midiático antirreligioso. Está, literalmente, entre a cruz e a espada.
Há um impasse prático, efetivo e sem nenhuma perspectiva de solução no curto prazo, a meu ver.
O esforço do ‘ficha limpa’ para ética política e pública e a formação moral dos fiéis – obrigação de profissão de fé das lideranças religiosas – sugere aos eleitores que escolham os candidatos a partir de sua integridade ética e do comprometimento com os valores cristãos. Mas, fica uma pergunta inquietante. Como escolher entre os presidenciáveis que: ou têm convicções pessoais abortistas (ainda que em casos de exceções) ou aderem a elas coagidos pela força esmagadora do relativismo moral geral instalado no sistema inteiro?
Como eu disse, “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”. Parece que é mesmo a hora desse bicho pegar e/ou comer tudo o que é justo, honesto, sadio, sensato, íntegro, correto, verdadeiro, bom, valoroso, sagrado, etc, etc, etc.
Que bicho é esse que tem tamanho poder para simbolicamente conseguir pegar e triturar tudo isto na cultura humana, desmantelando o verdadeiro bem coletivo? O único bicho que conheço com poder simbólico de realizar tudo isto é aquele que o Autor da Vida e Salvador do Mundo chamou de Dragão!
Como não me meto em política partidária e nem me comprometo com ideologias políticas eleitorais quaisquer que sejam elas – mais à direita ou mais à esquerda – exercerei meu dever de cidadania para votar nessa eleição fazendo como sempre fiz, obedecendo rigorosamente a lei que diz: o voto é individual, intransferível e SECRETO...
Ah! Mas tem uma coisa! Que não deixa de ter importante conotação política: seguirei defendendo a vida sempre, até a minha morte, não me importa como ela me venha! Isto também eu não negocio, com ninguém. Antes, ser lançado em meu próprio túmulo, pela covardia da truculência alheia; que, pela injustiça do meu egoísmo, lançar quem quer que seja na cova da morte não natural, do aborto à eutanásia! Capiche?!