quarta-feira, 24 de junho de 2015

CARTA ABERTA aos Legisladores Federais, Estaduais e Municipais



Excelentíssimos Senhores Legisladores das Egrégias Casas Legislativas: Federal (Senado e Câmara), Estaduais e Municipais, da República Federativa do Brasil.
Por dever de consciência e cidadania, devo me manifestar. Considerando o bem da comunidade humana e meu minúsculo papel como comunicador e formador de opinião, resolvi fazê-lo através desta Carta Aberta.
Antes do consenso, o bom senso. Antes de ser padre, fui batizado cristão e educado no Temor a Deus. Mas, antes mesmo de ser batizado cristão, nasci de forma natural, como qualquer homem ou mulher de qualquer cor, credo, raça, idioma e nação. Portanto, antes de ser cristão, sou cidadão! Cidadão com direitos e deveres civis para contribuir no processo democrático, quer como eleitor, quer como formador de opinião pelo trabalho que exerço de modo público, no púlpito ou nos meios de comunicação.
Valho-me desta Carta Aberta para reclamar dos agentes políticos o dever de representatividade com BOM SENSO. Onde está o bom senso da IDEOLOGIA de GÊNERO? Insisto: digo-o como pessoa humana, como cidadão, NÃO COMO CRISTÃO.
Acaso cada um dos (as) senhores (as) legisladores (as), independente do SEXO e independente da “opção sexual”, não nasceu como todas as pessoas nascem? Fruto do relacionamento sexual entre um homem e uma mulher? Poderia alguém ter sido concebido fora desse ESQUEMA IMUTÁVEL da natureza?
Permitam-me ecoar o óbvio, para que o julgamento de valores não seja ridicularizado.
Quando a matemática junta DOIS IGUAIS, 1 com 1, forma sempre dois, invariavelmente. Não acontece um TERCEIRO jamais. Esse é o pragmatismo da lógica, que, querendo ou não, regula a natureza.
Quando a natureza junta DOIS DIFERENTES, homem e mulher, macho e fêmea, forma, variavelmente, um terceiro (ou dois terceiros ou três terceiros ou quatro terceiros e assim por diante, até o limite da gestação).
E outro modo, CIENTIFICAMENTE falando, não há de fazer acontecer esses terceiros sem a obrigatória união de 2 diferentes entre si.
E isto não é credo religioso, não! É regra da natureza. Mais que uma regra estável e permanente, é uma regra imutável, gostem ou não os indivíduos que permanecem livres para viver ou não segundo tal regra. É assim desde sempre e será assim para sempre. Independente de progresso científico e tecnológico e independente das regras institucionais e legais (morais ou não), nada será alterado nesta regra perpétua da NATUREZA (onde está o senso ecológico e naturalista nesta hora???).
Perdoem-me os legisladores a incômoda franqueza que devolve a eles a insignificância da regra civil diante da regra natural e, ao mesmo tempo, impõe-lhes a nobilíssima importância de legislar para o bem comum da maioria (ou não é este o princípio da democracia?), e não das particularidades de grupos minoritários (não seria este o princípio de qualquer modelo totalitário?).
Logo, fato é: a regra mutável de uma lei civil, ainda que global, jamais terá poder de mudar a regra imutável de uma lei natural tão inflexível quanto a condição de existência do ser humano: um ser humano só passa a existir se outros dois seres humanos diferentes entre si sexualmente, fornecerem seus gametas (um masculino e outro feminino).
Portanto, vale frisar para ‘acordar’ o BOM SENSO da apatia moral idealizada pelo esforço de consenso da IDEOLOGIA de GÊNERO: para que exista um terceiro (uma nova vida, cujos direitos constitucionais já estão pré garantidos pela Carta Magna) é condição sine qua non (sem a qual não existe) que haja um GAMETA MASCULINO e um GAMETA FEMININO.
Como aprovar uma IDEOLOGIA de GÊNERO, que imporá uma quase indução ideológica às crianças que sequer tem desenvolvimento físico, mental e emocional para bem compreender aqueles desejos que elas não estão, pela estrutura da natureza, habilitadas para usar ou que sequer foram ainda exatamente despertados nelas?
Isto é uma violência sem precedentes contra a natureza em desenvolvimento da criança, precoce ainda para as funções sexuais. Tanto é verdade isto que os pequenos organismos das crianças, sequer estão capacitados para gerar e desenvolver a primeira fase de uma vida humana, que segue sendo fruto de uma relação sexual natural entre um indivíduo masculino e um indivíduo feminino. Ou é mentira o que eu digo?
E, mais uma vez, não se trata aqui de preceito religioso. É puro BOM SENSO pautado nos fatos que regem a vida de todos os adultos, os quais também um dia já foram crianças.
E é importante que saibam os legisladores, dos mais cultos aos mais humildes: a IDEOLOGIA de GÊNERO, camuflada sob o falso argumento de preservar da discriminação as variadas opções sexuais dos indivíduos, é sim, uma ideologia que, uma vez introduzida no sistema educacional, destruirá o direito natural de uma criança descobrir-se a si mesma – como a natureza a fez – no tempo oportuno da maturidade atingida. Ou mesmo para optar de modo contrário à regra natural, se assim o desejar, quando tiver condições físicas, mentais e espirituais de decidir isso por si mesma, na fase adulta. Jamais, entretanto, isso lhes seja violentamente imposto por um consenso social sem bom senso, visto que, enquanto crianças, elas permanecem reféns dos limites patentes de seu processo de desenvolvimento.
Pergunto-me: onde está o BOM SENSO – que quer formar consenso – mas, que não é capaz de enxergar algo tão primariamente óbvio?
Antecipo-me aos eventuais contra-argumentos desonestos que costumam surgir para confundir o raciocínio lógico: essa missiva NÃO é um protesto discriminatório ou homofóbico. Sequer me valho de argumento pautado na crença religiosa.
E, a despeito de minha condição como religioso convicto por votos professos como padre e monge, como estou falando a partir do meu lugar de cidadania, eu reafirmo: não parto da minha crença, mas da pura e simples lógica racional. A natureza nos precede, nos constitui e nos impõe um dever de escutá-la.
E deste lugar comum ao BOM SENSO indicado pelo inequívoco da natureza, comum a todos nós, brasileiros, que me permito dizer: que cada adulto use suas genitálias como julgar e escolher, isto não me diz respeito. Não é da minha conta. Nem da conta dos cidadãos comuns. Embora não seja também meu conselho.
Mas outra coisa bem diferente é, com o patrocínio dos nossos representantes democraticamente eleitos, que aqueles que fazem escolhas sexuais distintas de suas condições genéticas e biológicas, venham impor tal comportamento aos nossos filhos. Inclusive aos filhos dos legisladores. Se há quem deseja fazer como queira com sua identidade sexual, criando gêneros alternativos, ou que queiram viver de modo independente sua sexualidade, que o façam como bem o entenderem, mas, entre quatro paredes privadas, longe dos olhos de quem não quer saber da intimidade alheia. Repito: eu não daria tal conselho. Mas não se publique a permissividade adulta diante dos olhos ainda cândidos de nossas pequeninas crianças.
Que não sejam as quatro paredes das salas de aula no ensino fundamental, sobretudo, o lugar usado para propaganda ideológica de uma escolha restrita e individual, não coletiva. Afinal, é disto que se trata a tal IDEOLOGIA DO GÊNERO: uma propaganda ideológica, não um serviço educacional. Não é responsável nem sadio incitar as crianças a uma opção precoce que é muito mais ideológica do que psicológica, fisiológica ou espiritual.
Vou terminar fazendo dois apelos.
O primeiro apelo à consciência dos legisladores que creem em Deus e têm Temor ao Altíssimo:
·         Senhores Legisladores - não submetam seus filhos e filhas e os filhos e filhas da sua cidade, do seu estado e do seu país, a essa ditadura da IDEOLOGIA DO GÊNERO, que imporá à mente ainda frágil das crianças um princípio contrário à moral de sua crença e ao seu Temor pessoal a Deus.
O segundo apelo à consciência dos legisladores que NÃO creem em Deus ou que preferem não afirmá-lo, para respeitar a regra democrática do estado republicano, laico:
·         Senhores Legisladores - não submetam seus filhos e filhas e os filhos e filhas da sua cidade, do seu estado e do seu país, a essa ditadura da IDEOLOGIA DO GÊNERO, que imporá à mente frágil das crianças uma opção precoce que violenta o direito natural delas de, por primeiro, amadurecerem progressivamente o desenvolvimento físico, psicológico e espiritual, para, quando adultas, escolherem se seguirão suas vidas sexuais concordando com a potência da regra genética que as criou (necessariamente resultante da união de dois sexos diferentes) ou se optarão caminhos diferentes por aquele livre arbítrio que cada qual tem o direito de gozar quando adulto, sem a tutela da família, do estado ou da religião, quando assim se deseja (e que se respeite também o desejo livre dos cidadãos que queiram ser tutelados pela família, respeitando o estado e suas crenças religiosas e filosóficas, se assim o desejam).
Por fim, seja devido às razões da força peremptória da natureza com suas regras imutáveis ou devido à razão de respeito e temor à autoria do Divino Criador, todos os legisladores devem ter diante de si ao menos um desses critérios do juízo universal da própria sociedade, que é implacável quando percebe que fora enganada. E jamais se esqueçam de que, além do mais, terão de prestar contas aos eleitores e à história por seus atos públicos.
Frei Flávius
Antes de ser cristão, cidadão!
Por ser cidadão, com direito constitucional de ser cristão!

23 de Junho de 2015

Tortura de Gênero


Um fato real, documentado e detalhadamente comprovado desmascara a loucura criminosa da chamada "teoria de gênero": o drama brutal dos gêmeos canadenses Reimer, mártires dessa ideologia que não tem nenhum embasamento científico e cujos resultados práticos são escandalosamente antinaturais.
O principal divulgador dessa modalidade de tortura física e psicológica, irresponsavelmente fantasiada de "ciência", foi o médico neozelandês John Money, que tentou obrigar um menino de 2 anos de idade a se transformar em menina a fim de "comprovar" que o gênero seria uma "construção social" independente dos fatos reais da biologia. Seu "tratamento" incluiu, entre uma série abominável de crimes de tortura, nada menos que a castração do pequeno Bruce Reimer, submetido a partir de então a uma insana tentativa de "torná-lo menina".
O resultado foi uma tragédia familiar sem precedentes que culminou na morte de um irmão e no suicídio do outro.
O espantoso caso é apresentado neste documentário da BBC, "Dr. Money e o Menino sem Pênis", que urge divulgar ao máximo. Por quê? Porque a loucura criminosa da ideologia de gênero, por mais incrível que pareça, continua se infiltrando nas sociedades ocidentais mediante a pressão de lobbies que querem inseri-la em políticas governamentais, incluindo os planos de educação a ser impostos às crianças em escolas públicas e privadas.
Esta pseudociência precisa ser desmascarada.

Fonte: http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/loucura-criminosa-a-ideologia-de-genero-que-castrou-e-torturou-um-menino-de-2-anos-ate-leva-lo-ao-suicidio-5874989282623488

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Bispos brasileiros alertam contra inserção da ideologia de gênero em Planos Municipais de Educação


Por Natalia Zimbrão

Rio de Janeiro, 10 Jun. 15 / 01:35 pm (ACI).- Termina no próximo dia 24 de junho o prazo para que todos os municípios do Brasil aprovem o seu Plano Municipal de Educação (PME). A data foi estabelecida pela lei 13.005/2014, que sanciona o Plano Nacional de Educação (PNE), que tem validade de dez anos. Atenta a todas as possíveis falhas do Plano, bispos brasileiros mostraram preocupação com a possibilidade de que seja implementada na educação pública e privada a ideologia de gênero.
Em recente artigo, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, alertou a sociedade sobre essa questão, lembrando que a mesma ideologia foi banida do PNE no ano passado “graças a ingentes esforços das mais variadas forças vivas de nosso país, que interpretaram e respeitaram o pensamento do povo brasileiro”. Segundo ele, “também houve posicionamento de diversos Bispos e outras lideranças civis e religiosas” a respeito.
No texto, o Arcebispo explica o que é a ideologia de gênero e por que os católicos devem se articular para impedir a sua aprovação. “Deseja ela que se ensine – na teoria e na prática – aos alunos que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido que, obviamente, definiria com o tempo, se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas”, esclarece.
Caso a ideologia venha a ser introduzida, diversas outras mudanças se seguiriam. Entre elas, o Cardeal elencou: possibilidade de pais e professores serem punidos pelo Estado caso tratassem as crianças como menino e menina, pois seria opressão, “uma vez que eles ainda não teriam decidido o que serão”; a destruição da família, que “já não deveria ser mais um núcleo natural formado por um homem e uma mulher (cf. Catecismo da IgrejaCatólica n. 2201-2203), mas, sim, ‘qualquer aglomerado de pessoas’”; e afrontas ao matrimônio, que é “união natural e, para nós que cremos, também querida por Deus e elevada a Sacramento”.
Essas implicações da aprovação da ideologia de gênero nos Planos Municipais de Educação foram abordadas também pelos bispos do Regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que corresponde ao estado de Tocantins e norte de Goiás. Em nota explicativa, eles citam o Papa emérito Bento XVI, segundo quem, a ideologia de gênero “contesta o fato de o homem possuir uma natureza corpórea pré-constituída (...) nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria. (...) Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. (...). A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. (...) Se não há (...) homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação. (...) E torna-se evidente que, onde Deus é negado, dissolve-se também a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem”.
Já referindo-se ao Papa Francisco, os bispos lembram que o Pontífice afirmou recentemente que “a ideologia de gênero é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família. O Papa lamentou a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa. Chamou isso de ‘colonização ideológica’, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem ‘Herodes’ modernos que ‘destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação’”.
Da mesma forma, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, lançou uma nota sobre esse tema, na segunda-feira, 8. No texto, ele defende o direito dos pais sobre a educação de seus filhos. “As consequências de tal distorção antropológica na educação poderão ser graves. Os legisladores têm o dever de buscar em tudo o bem comum, de acordo com critérios de verdade e respeito pela natureza e dignidade da pessoa humana, evitando a indevida ingerência do Estado no direito e dever dos pais e das famílias de escolherem o tipo de educação dos filhos, segundo sua consciência”, pontua.
Diante de tudo isso, em seu artigo, o Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, lança também um apelo aos cristãos para que fiscalizem a tramitação dos Planos Municipais de Educação em suas respectivas cidades. “Apelamos, pois, muito cordialmente, a todos os irmãos no santo Batismo e demais homens e mulheres de boa vontade para que fiscalizem as votações do PME em seu município, e tudo façam, ordeira e pacificamente, para impedir que a absurda e antinatural ideologia de gênero penetre em nossas escolas. Eis um dever de consciência decorrente da fé que professamos e que não pode ser traído em momentos como este, no qual somos, especialmente, convocados a ser sal da terra e luz do mundo (cf.Mt 5,13-14)”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/bispos-brasileiros-alertam-contra-insercao-da-ideologia-de-genero-em-planos-municipais-de-educacao-55811/

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Paraguai rejeita o aborto de uma menina de 10 anos. A razão? a gravidez não é um risco, o aborto sim



ASSUNÇÃO, 05 Mai. 15 / 05:47 pm (ACI/EWTN Noticias).- O governo do Paraguai expressou rechaço a uma campanha que busca realizar um aborto numa menina de apenas 10 anos, que ficou grávida depois de ser estuprada pelo seu padrasto, e advertiu que submeter a menor ao aborto poderia colocar a sua vida em perigo. A menor completou 23 semanas de gravidez.
A mãe da menina está presa atualmente, acusada de faltar ao dever do cuidado de sua filha, e também de obstruir a justiça. O estuprador fugiu e está sendo procurado pela justiça.
A Anistia Internacional organizou a campanha para que a menina possa realizar o aborto, e lidera um pedido de assinaturas dirigidas ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e ao Procurador Geral Javier Díaz Verón.
Entretanto, o ministro da Saúde do Paraguai, Antonio Barrios, assegurou no início do mês de maio que o aborto está descartado. Além disso, na declaração feita ao jornal ABC Color, Barrios indicou: “não existe provas de que a saúde da menina esteja em perigo”.
“Somos responsáveis pelo controle da sua gravidez, assegurou o ministro da Saúde, e sublinhou: “A justiça determinará com quem ficará a menor e o filho posteriormente”.
Barrios disse ainda que “a situação da menor é complicada, pois sofreu constantes abusos pelo seu padrasto”, e lamentou: “a mãe da menina esconde esses constantes abusos, para que a justiça não conheça profundamente o caso”.
Por outro lado, a presidenta da Associação de Obstetras do Paraguai, Luz Torres, assinalou à radio Monumental 1080 AM: “Depois das 20 semanas o aborto não é recomendável em nenhuma circunstância”.
“A gravidez em si não é um risco, porque é algo fisiológico. Na verdade, o que seria um risco seriam as consequências que possa ter esta adolescente pela sua idade maternal. Mas não podemos falar do risco de morte da mãe quando existe uma gravidez de transcurso normal”, explicou a Obstetra.
No comunicado emitido no dia 3 de maio, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Assunção, assinalou: “Em ótimas condições durante uma atenção com cuidados de primeiro nível e sem o aparecimento de outras complicações ou patologias posteriores, o parto da menina pode ser realizado de maneira satisfatória”.
Mesmo Adriane Salinas, promotora da pílula abortiva do dia seguinte e representante do Fundo de População das Nações Unidas, reconheceu em declarações a ABC Color que “para a menina o aborto não é uma opção, pois ela está em idade gestacional. E qualquer tipo de aborto no Paraguai está penalizado”.
Por sua parte, o reitor da Universidade Católica “Nossa Senhora da Assunção”, Pe. Dr. Narciso Velázquez Ferreira, emitiu um comunicado no dia 30 de abril, colocando o hospital universitário do centro de estudos à disposição da menina de forma gratuita, assim como “de outras meninas que estejam na mesma situação”.
Em declarações ao grupo ACI, o presidente de Geração Pró-vida do Paraguai, Richard Izquierdo, recordou: “No Paraguai, o aborto é ilegal sem nenhuma exceção, a proteção da vida humana está garantida por todo o sistema jurídico nacional”.
Izquierdo comentou também que “no caso da triste realidade da menina de 10 anos grávida por estupro, vários profissionais da saúde, médicos e autoridades do Ministério de Saúde, expressaram que a menina e o filho que nascerá estão medicamente estáveis e sem nenhum risco de vida, e que a arte médica oferece os conhecimentos e ferramentas necessárias que o seu parto seja realizado sem nenhum problema”.
“Também a respeito deste tema Catedráticos das Faculdades de Medicina e peritos conhecedores da realidade da saúde materna infantil, disseram que o aborto não é a solução, não se justifica”, assinalou.
O líder pró-vida paraguaio recordou ainda: “A Anistia Internacional promove o aborto para a menina de 10 anos e é reconhecida por suas campanhas para legalizar o aborto no Paraguai”.
A campanha do AI, assegurou Izquierdo, “é muito rejeitada pelos cidadãos, por sua evidente carga ideológica, e pela falta de informação em relação à situação médica verdadeira da menina”.
“As organizações pró-vida insistem às autoridades para não ceder às pressões ideológicas, mas que respeitem a dignidade das vítimas, com uma atenção humana, especializada e integral”, exortou.
“Desejo que caia sobre os culpados todo o peso da lei. Que as famílias, a sociedade, e o Estado trabalhemos coordenadamente para acabar com estes crimes que deixam tantas feridas nas pessoas”, concluiu.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/paraguai-rejeita-o-aborto-de-uma-menina-de-10-anos-a-razao-a-gravidez-nao-e-um-risco-o-aborto-sim-53035/#

segunda-feira, 23 de março de 2015

Meio milhão de peruanos em histórica Marcha pela Vida 2015 - Por David Ramo



LIMA, 23 Mar. 15 / 06:47 pm (ACI).- Mais de meio milhão de peruanos participaram da histórica Marcha pela Vida 2015, celebrada no domingo, 22, na capital Lima, expressando a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, e o absoluto rechaço ao aborto.
No Peru, o direito à vida desde a concepção é protegido pela Constituição, o Código Civil, o Código das Crianças e Adolescentes e a Convenção Americana sobre Direitos humanos.
No dia 25 de março se celebra no país o Dia do Nascituro. Data incorporada por lei ao calendário civil.
Nesta edição da marcha os jovens foram os protagonistas, tanto no papel de voluntários como de participantes, levando alegria e intensidade à Marcha pela Vida.
A numerosa manifestação duplicou a cifra do ano passado, quando 250 mil pessoas partiram para dizer “sim à vida, não ao aborto”.
Durante a primeira etapa do percurso, os participantes na Marcha pela Vida percorreram um quilômetro da Avenida Brasil, uma das principais da capital peruana. A conta no Twitter da agência ACI Prensa (@aciprensa) e a hashtag (etiqueta) #MarchaPorLaVida se converteram em tendência em todo o Peru.
Ao chegar ao final da avenida, as centenas de milhares de participantes seguiram o percurso até a Costa Verde, um espaço aberto à beira do mar da capital peruana. Os mais de 500 mil peruanos congregados na praia limenha recordavam a multidão reunida no Rio do Janeiro durante a Jornada Mundial da Juventude de Rio em 2013, com o Papa Francisco. Um grande número de participantes de igrejas evangélicas e outras denominações cristãs também uniram-se à Marcha pela Vida.
Ao apresentar-se sobre o estrado principal do evento, o Arcebispo de Lima e Primaz do Peru, Cardeal Juan Luis Cipriani, anunciou que os participantes na Marcha pela Vida tinham superado o meio milhão de pessoas.
O Cardeal Cipriani destacou que “esta é a geração forte e o futuro da pátria. Somos um Peru que defende a vida, o matrimônio e a família”.
A religiosa Irmã Cristina, ganhadora do concurso de canto The Voice na Itália, enviou também sua saudação e apoio à Marcha pela Vida, através de um vídeo.
Por sua parte, o Papa Francisco também enviou sua mensagem de ânimo aos participantes no evento, e encorajou-os a “dar testemunho com valor e anunciar sempre o caráter sagrado de todo ser humano”.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/meio-milhao-de-peruanos-em-historica-marcha-pela-vida-2015-40759/

domingo, 8 de março de 2015


As mulheres estão sendo medicadas para ser... menos mulheres?





Uma psiquiatra e uma polêmica: feminismo, remédios e danos contra a biologia feminina



“Medicando os sentimentos das mulheres”: este era o título do artigo mais compartilhado por e-mail, no último fim de semana, pelos leitores do site do “New York Times” (original em inglês).

A autora do artigo, Julie Holland, é uma psiquiatra preocupada com o “boom” de cidadãos norte-americanos que estão tomando medicamentos psiquiátricos; em particular, mulheres. Julie calcula que pelo menos uma em cada quatro mulheres anda tomando esse tipo de medicação, diante de um em cada sete homens.

Este quadro é "insano", considera ela. E eu tive que concordar. Mas o que realmente me surpreendeu no artigo foram outras considerações feitas por ela:

“O humor das mulheres oscila naturalmente. Pelo nosso design evolutivo, somos equipadas para ser sensível aos nossos ambientes, empáticas com as necessidades dos nossos filhos e intuitivas quanto às intenções dos nossos parceiros. Isto é fundamental para a nossa sobrevivência e para a da nossa prole”.

Como é que é? Somos regidas pelas nossas emoções, mais do que pela razão? Design evolutivo? Equipadas? Ué, mas não deveríamos acreditar, hoje, que o comportamento é todo fruto de condicionamentos sociais, que o corpo tem muito pouco a ver com o que somos e que é hora de dar às mulheres mais direito à sua cabeça e aos homens mais direito ao seu coração?

Pode ser que 90% daqueles e-mails disparados pelos leitores do “New York Times” tenham sido enviados por feministas e professores da teoria de gênero bufando de raiva com as implicações biológicas da afirmação de Julie Holland.

“Algumas pesquisas sugerem que as mulheres têm frequentemente mais facilidade do que os homens para expor os seus sentimentos porque o desenvolvimento do cérebro feminino reserva mais capacidade para a linguagem, a memória, a escuta e a observação das emoções dos outros”.

Como? Mas e todos os cérebros femininos que estão se destacando cada vez mais na análise do mercado de ações e na manipulação de genes? E o ponto de vista cada vez mais difundido de que a espécie humana não é só macho e fêmea, e sim todo um espectro de gêneros cuja beleza e diversidade estamos agora começando a enxergar?

Se bem que, por outro lado, talvez houvesse centenas de mulheres “comuns” encaminhando o artigo por e-mail para as amigas e dizendo: "Olha só, isso aqui bem que faz sentido, né?".

Holland até acena com um lencinho branco da paz para os teóricos do gênero ao dizer que "não pretende polemizar com tipo algum de ideologia pró ou antifeminista", mas, ao mesmo tempo, se mantém firme em apresentar as suas “armas” biológicas. Provavelmente, porque ela é uma profissional da saúde e realmente lida com mulheres concretas, de carne e osso, que estão angustiadas de uma forma ou de outra e a quem ela quer ajudar na prática, em vez de se dedicar a virar a sociedade de cabeça para baixo.

O que vem incomodando Julie Holland é a maneira como as empresas farmacêuticas e alguns médicos estão explorando os naturais altos e baixos dos sentimentos das mulheres e tentando convencê-las (ou conseguindo convencê-las), através de uma publicidade implacável, de que as oscilações femininas de humor são patológicas e precisam de medicação. Uma horda de mulheres em busca de receitas de antidepressivos e antipsicóticos está criando o "novo normal".

No entanto, diz a psiquiatra, "esse ‘novo normal’ está em desacordo com a biologia dinâmica das mulheres; o cérebro e a química do corpo precisam fluir". O ciclo menstrual e seus efeitos sobre os hormônios têm uma razão natural de ser. Se as mulheres se sentem irritadiças, insatisfeitas e até choram sob a pressão da casa e do trabalho, esse fluxo natural serve para alertá-las de que as coisas precisam de mudança, incluindo, por exemplo, um sono de melhor qualidade e mais exercícios ao ar livre.

O consumo de medicamentos (é cada vez mais comum consumir os que regulam a serotonina, que é o ingrediente químico do cérebro responsável pela sensação de “tudo beleza”) implica o risco de ir entorpecendo o paciente, física e emocionalmente. Algumas mulheres percebem que ficam menos interessadas em sexo; outras relatam que sentem menos irritação, menos tristeza, menos raiva e menos preocupação, mas também sentem menos empatia, menor criatividade e menos inclinação a deixar os seus sentimentos se manifestarem.

Quando os níveis de serotonina são mantidos constante e artificialmente elevados nas mulheres, elas correm o risco de perder a sensibilidade emocional, com todas as suas flutuações naturais, e de acabar moldando um equilíbrio hormonal mais estático, mais comum ao sexo masculino. Esse embotamento emocional incentiva as mulheres a adotar comportamentos normalmente aprovados pelos homens: parecer invulneráveis, por exemplo, o que até pode ajudar as mulheres a ascender mais rápido em ambientes de negócios dominados pelos homens.

Em tudo isso, o que eu achei mais interessante é a hipótese de Holland de que a biologia humana tenha um sentido ético: se alguém se sente mal física ou mentalmente, é porque o corpo está lhe dizendo alguma coisa que é melhor ouvir e talvez mudar, em vez de só apelar para o Prozac e continuar igual a antes. Esta visão das coisas contrasta com a atual tendência de tratar o corpo como um volume de matéria ligado à mente e remodelável ao nosso bel-prazer, a fim de se adequar aos nossos desejos ou às exigências que a sociedade materialista nos impõe.

Se as mulheres estão hoje se medicando contra a depressão e a ansiedade duas vezes mais do que os homens é porque, ao longo dos últimos 50 anos, elas sofreram mais os efeitos de impor ao seu corpo um comportamento biologicamente masculinizado. Não nos esqueçamos de que, antes de medicar os sentimentos das mulheres, a indústria farmacêutica já tinha se concentrado, com grande empenho, em medicar a sua química reprodutiva. E, talvez, pela mesma razão: por exemplo, para impedir que o funcionamentonatural do corpo feminino atrapalhasse os seus objetivos econômicos e políticos.

Em prol de um mundo com menos gente e, portanto, com mais sobras financeiras para consumir cada vez mais frivolidades materiais que nunca satisfazem os anseios humanos de amor correspondido e de sentido de vida, os anticoncepcionais foram o centro de um bombardeio propagandístico obedientemente engolido pelas mulheres. Agora, as mulheres estão engolindo um bombardeio de pílulas que as molda emocionalmente a um mundo consumista e focado em trabalho, carreira, status e ter.

Holland insiste:

“A emotividade das mulheres é um sinal de saúde, não de doença; é uma fonte de energia, não de fraqueza. Mas nós vivemos sob constante pressão para conter o nosso emocional. Somos doutrinadas a pedir desculpas pelas nossas lágrimas, a sufocar a nossa raiva e a ter medo de ser chamadas de histéricas”.

Poderíamos dizer exatamente o mesmo sobre o objetivo biológico da natural emotividade feminina:

“A fertilidade das mulheres é um sinal de saúde, não de doença; uma fonte de energia, não de fraqueza. Mas nós vivemos sob constante pressão para contê-lo. Somos doutrinadas a pedir desculpas por ficar grávidas, a sufocar a nossa raiva e a ter medo de ser traídas pela nossa própria evolução natural (como de fato somos, e cada vez mais)”.

Isso também, para usar o mesmo termo de Julie Holland, é “insano”.



Se pelo menos a maioria dos psiquiatras reconhecesse este fato, estaríamos mais bem encaminhadas para resolver a epidemia do sofrimento psíquico feminino, em vez de tentar driblá-lo com paliativos que geram bilhões de dólares (para bolsos que não são os nossos).




http://www.aleteia.org/pt/sociedade/artigo/as-mulheres-estao-sendo-medicadas-para-ser-menos-mulheres-5873768018739200?